Descrição do Núcleo
“Todos nós fazemos compras no supermercado de informações e, por isso, devemos ter cuidado para comprar apenas o que é positivo, benéfico e útil para nosso dia-a-dia e rejeitar todas as informações negativas, venham elas de onde vierem.” T.Y.S.Lama Gangchen Rinpoche
Tanto a realidade coletiva influencia a realidade individual, como a individual influencia a coletiva. Tudo que assistimos na mídia tem um impacto muito grande sobre nossa mente e nossos valores culturais. Crianças e adolescentes são os maiores prejudicados por serem muito permeáveis e possuírem menor capacidade de discernimento frente ao que recebem.
Todos se acostumaram com a violência, tanto as pessoas que geram a mídia, como a sociedade que a recebe passivamente, perpetuando uma cultura de violência.
As notícias violentas nos fazem sofrer porque são vazias de uma orientação não-formal de como superar os conflitos que elas revelam. Ao sermos bombardeados por notícias negativas, sem os recursos de como confrontá-las, nos tornamos cada vez mais passivos diante da violência social. Assim como Lama Gangchen ressalta: “Seguindo as informações negativas, corremos o risco de um dia perder toda a esperança e direção de vida”.
Como diz Lama Michel, “A mídia de paz não é ingênua, mas carrega em si um potencial profundo de transformação na medida em que informa e, ao mesmo tempo, gera aprendizado. Ela direciona o indivíduo para se identificar com a solução ao invés de se concentrar no problema. A mídia de paz gera o sentimento e o hábito positivo de celebrar as informações positivas.“
Pela própria natureza da mídia, os projetos de Cultura de Paz neste sentido possuem uma poderosa e intrínseca capacidade de beneficiar inúmeras pessoas. Isso é possível na medida em que promovem os valores humanos positivos – não-violência, respeito por outras culturas, inteligência emocional e responsabilidade sócio-ambiental.









